sábado, 10 de setembro de 2016

Novas espacializações, descentramentos, Karina Buhr, Longe de Onde




Carapalavra
Karina Buhr
  
Cada fala
Cada palavra cala
E ganha um signovosignificado para mim
Desperta dor
Apaga dor
Vai embora
Fica
Meu amor







Não Me Ame Tanto
Karina Buhr
  

Não me ame tanto
Eu tenho algum problema com amor demais
Eu jogo tudo no lixo sempre

Não me ame tanto
Não posso suportar um amor que é mais do que
O que eu sinto por dentro
Penso

Desapego corretamente
Ou incorretamente
Um sentimento mesquinho
Que eu sinto por dentro
Tenso
Por isso não me ame
Não me ame tanto

Não me ame tanto
Eu tenho algum problema com amor demais
Eu jogo tudo no lixo sempre

Não me ame tanto
Não posso suportar um amor que é mais do que
O que eu sinto por dentro
Penso

Pego tudo
O meu e o seu amor
Faço um bolo de amor
E jogo fora
Ou como e gozo
Dentro






Os perigos de uma história única


Legendado



Dublado



Epistemologias feministas, Karina Buhr e Selvática


Karina Buhr, feminismo e política


Eu Sou Um Monstro
Karina Buhr

Mulher, tua apatia te mata
Não queria de graça
O que nem você dá pra você, mulher

Hoje eu não quero falar de beleza
Ouvir você me chamar de princesa
Eu sou um monstro

Mulher, tua apatia te mata
Não queira de graça
O que nem você dá pra você, mulher
Tua apatia te mata
O que você vai fazer
Vai dizer
O que vai acontecer com você

Hoje eu não quero falar de beleza
Ouvir você me chamar de princesa
Eu sou um monstro






Esôfago
Karina Buhr

Esse carinho morno
Que me dás de repente
Vai te doer um mundo
Minha querida

Você é culpada
Do mal permanente
Que te causo
Como sinal de meu amor profundo

Me agradeça
Essa mentira doente
Que poluiu nossos segundos
Te levou pro fundo

Eu não posso te deixar, te deixar
Querida minha
Te levarei junto
Disse o assassino
Com aplausos do público

Eu não posso te deixar, te deixar
Querida minha
Te levarei junto
Disse o assassino
Com aplausos do público




Para saber mais:

http://www1.folha.uol.com.br/guia-de-livros-filmes-discos/2015/09/1684451-karina-buhr-exercita-a-tematica-feminista-em-novo-disco-selvatica.shtml

http://www.karinabuhr.com.br/




domingo, 28 de fevereiro de 2016

Plano de Curso: História da África (atualizado em Agosto de 2016)

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS
DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA
Disciplina:  História da África
Docente: Washington Santos Nascimento
Blog: africauerj.blogspot.com.br



EMENTA

A Historiografia sobre a África. As ações européias em África e a resistência africana. A Colonização: métodos, instituições e repercussões sociais. A África e as Guerras Mundiais.  O movimento de Descolonização. O Estado e a Sociedade no Pós-Colonial Africano. A questão da unidade africana e a O.U.A. A explosão demográfica, a questão da fome, da saúde e dos refugiados. África e a cultura: religiões, educação, artes e literatura. As Relações entre tradição e modernização. Os hibridismos culturais.

OBJETIVO GERAL

Traçar um amplo panorama da história da África oferecendo ao discente o debate dos temas básicos para o entendimento da história do continente.

Objetivos específicos
·         Fazer uma análise sobre os Yorubás e Bantos, povos fundamentais para a formação do povo brasileiro.
·         Entender o continente de finais do século XIX até o século XX a partir de três eixos básicos: colonialismo, resistências e independências
·         Perceber as resistências dos africanos a presença europeia enquanto um processo ininterrupto, complexo e dinâmico.
·         Analisar o pós independência a partir do direito a autodeterminação dos povos africanos.


CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

UNIDADE I

I - Questões teórico-metodológicas:
1.1 - O roubo da História e a construção de uma história africana

II - África Antiga e pré-colonial
2.1 -Povos Yorubás
2.2 - O Reino do Congo e os falantes do Kimbundu

III. Escravidão na África, Tráfico negreiro e redes de comércio.

IV. O Imperialismo e a partilha da África


UNIDADE II

V - África colonial
5.1 - Estudo de Caso: o Colonialismo português em Angola

VI - Os movimentos de resistência ao colonialismo europeu.
6.1 - Pan-africanismo e negritude e nacionalismo

VII - Os processos de independência
As “transições negociadas” e as “transições violentas”

VIII - O Pós-independência: do “afro-pessimismo” ao “renascimento africano”.


PROGRAMAÇÃO E BIBLIOGRAFIA

HÁ LINKS EM ALGUNS DOS TEXTOS

Semana 1 : O roubo da História e a construção de uma história africana

GOODY, Jack. O Roubo da História. Como os Europeus se Apropriaram das Ideias e Invenções do Oriente. São Paulo, Contexto, 2008 (Introdução e Parte I)



Semana 2: Povos Yorubás



LEITE, Fábio. Os deuses In: LEITE, Fabio. A questão ancestral. África Negra. São Paulo: Palas Athenas: Casa das Áfricas, 2008

Semana 3: O Reino do Congo e os falantes do Kimbundu




Semana 4 e 5: Escravidão na África, Tráfico negreiro e redes de comércio.

HENRIQUES, Isabel Castro. Reflexões sobre o “escravo” africano In: HENRIQUES, Isabel Castro. O pássaro do mel. Estudos de. História Africana - Edições Colibri, 2003

THORNTON, John K. “O processo de escravidão e o comércio de escravos”. In: THORNTON, John K. A África e os africanos na formação do mundo Atlântico (1400-1800). Rio de Janeiro: Campus, 2004


Semana 6: O Imperialismo e a partilha da África

HERNANDEZ, Leila Maria G.L. A África na Sala de Aula: uma visita à história contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005. (Capítulo 2: O Processo de “Roedura” do Continente e a Conferência de Berlim), pp.45-69.

ACHEBE, Chinua. O Mundo se despedaça. Traduzido por Vera Queiroz da Costa e Silva. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. (Cap 16, 17 e 22)


Avaliação 1

Semana 7: África colonial

COOPER, Frederick.Conflito e Conexão: Repensando a História Colonial na África. In: Anos 90.Revista de Pós-Graduação em História. Trad. Doris Vetton Rosa. UniversidadeFederal do Rio Grande do Sul. vol. 15, número 27, 2008.

M’BOKOLO, Elikia. Administração colonial: contradições e coerências In: M’BOKOLO, Elikia – África negra. História e civilizações. Tomo II. 2ª Edição, Lisboa, 2012.


Semana 8 e 9: Estudo de Caso: o Colonialismo português em Angola

CONCEIÇÃO NETO, Maria. "Breve Introdução histórica". In: MEDINA, Maria do Carmo: Processos políticos da luta pela independência. Luanda: Faculdade de Direito UAN 2003: pp. 15-30
. ______. Angola no Século XX (até 1974). In: ALEXANDRE, Valentim. O Império Africano (séculos XIX e XX). Lisboa: Edições Colibri, 2000. 175-195. 


NASCIMENTO, Washington Santos. Homens e mulheres do mato em uma cidade segregada (Luanda, 1940-1960). (No prelo)


Semana 10: Os movimentos de resistência ao colonialismo europeu.

M’BOKOLO, Elikia. Capítulo VI. Os caminhos da emancipação In: M’BOKOLO, Elikia. África negra. História e civilizações. Tomo II. 2ª Edição, Lisboa, 2012.

RANGER, Terence. Iniciativas e resistência africanas em face da partilha e da conquista. IN: BOAHEN, Albert Adu (editor). História Geral da África. Brasília: UNESCO, 2010.


Semana 11 e 12 : Pan-africanismo, negritude e nacionalismo

HERNANDEZ, Leila Leite. O pan-africanismo In: HERNANDEZ, Leila leite. África na sala de aula: visita à história contemporânea. São Paulo, Selo Negro. 2008.




Semana 13: Os caminhos para a independência

VIEIRA, José Luandino. A vida verdadeira de Domingos Xavier. São Paulo: Ática, 1977.


Semana 14: As independências:  “transições negociadas” e as “transições violentas”

HERNANDEZ, Leila. A África na sala de aula. Visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2008. (“A predominância da transformação pacífica: Gana, Nigéria, Gâmbia e Serra Leoa” e “A desagregação do império francês e o ambiente histórico”).

HERNANDEZ, Leila. A África na sala de aula. Visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2008. (“O impulso revolucionário na África setentrional”, “A falsa reciprocidade e os processos revolucionários” e “O sistema colonial em questão”).

Semana 15: O Pós-independência: do “afro-pessimismo” ao “renascimento africano”.




CRITÉRIOS AVALIATIVOS

Avaliação 1: Prova

Avaliação 2: Artigo de um livro de literatura africana em diálogo com pelo menos 3 textos da disciplina (independentemente da semana)

* O discente deve demonstrar a capacidade de análise dos processos históricos e das dinâmicas sociais analisadas na disciplina relacionando-os com o livro escolhido.

Nas duas avaliações é preciso fazer uso das normas da ABNT

Trabalhos individuais ou em dupla.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Eletiva - Áfricas: literatura e história

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA
Disciplina:  Áfricas: literatura e história
Prof: Washington Santos Nascimento
Email: washingtonprof@gmail.com


EMENTA:

História, literatura, entre - lugares e locais da cultura. Memória e oralidade na literatura africana. Escritor enquanto intelectual. História, memória e literatura na Nigéria e em Angola. Chinua Achebe. Luandino Vieira.



OBJETIVOS

·         Por o aluno em contato com discussões relativas a literatura africana enquanto um espaço de história e memória.
·         Entender dimensões da história colonial e da resistência anti-colonial nigeriana e angolana através de dois de seus principais autores Chinua Achebe e Luandino Vieira.


CRITÉRIOS AVALIATIVOS

·         Produção de um artigo científico (normas da ABNT) sobre uma das obras literárias analisadas na disciplina. Mínimo 15 e máximo 30 páginas. Duas datas de entrega (meio e fim do semestre). Correção e debate coletivo depois da primeira entrega.



PROGRAMAÇÃO
* Colocamos links em alguns textos.

I - História, Literatura, entre-lugares e locais da cultura.

ALBUQUERQUE JÚNIOR,  Durval Muniz de.  A hora da estrela: história e literatura, uma questão de gênero? In: ALBUQUERQUE JÚNIOR,  Durval Muniz de.  História: a arte de inventar o passado. Bauru: Edusc, 2007, p. 43-51.

LIMA, Luiz Costa. “A historiografia frente aos princípios de realidade, causa e ficção” In: LIMA, Luiz Costa. História, ficção, literatura. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, 152-158. 


REIS, Eliane Lourenço de Lima. O entrelugar do discurso africano e Por uma literatura africana In: REIS, Eliane Lourenço de Lima. Pós-colonialismo, identidade e mestiçagem cultural: a literatura de Wole Soyinca. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1999.

II - Memória e oralidade na literatura africana.

FONSECA, Maria Nazareth Soares. Literatura e “Arquivos da Memória”: Negociação e Dispersão dos Sentidos. In: SECCO, Carmem Tindó; SALGADO, Maria Teresa; JORGE, Silvio Renato (Org.). África, Escritas Literárias. Rio de Janeiro: Editora UFRJ; Angola: Editora UEA, 2010.

LEITE, Ana Mafalda. Oralidade na produção e crítica literárias africanas In: LEITE, Ana Mafalda. Oralidades & escritas pós-coloniais: estudos sobre literaturas africanas. Rio de Janeiro: EDUERJ, 2012.


IV - Estudos de Caso: Nigéria e Angola.

Nigéria

FALOLA, Toyin.; HEATON, Matthew M. "Transition to British colonial rule, 1850–1903" e "Colonial society to 1929" In: FALOLA, Toyin.; HEATON, Matthew M. A History of Nigeria. London: Cambridge University Press, 2008. (tradução livre em português será disponibilizada)

NUNES, Alyxandra Gomes. Chinua Achebe: trajetória intelectual. In: NUNES, Alyxandra Gomes.  Things fali apart de Chinua Achebe como romance de fundação da literatura nigeriana em língua inglesa. Dissertação de Mestrado. Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Estudos da Linguagem,  2005.

ACHEBE, Chinua. “A literatura africana como restabelecimento da celebração” e “O mundo se despedaça como material de ensino” In ACHEBE, Chinua. A educação de uma criança sob o protetorado britânico. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

ACHEBE, Chinua. O Mundo se despedaça. Traduzido por Vera Queiroz da Costa e Silva. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
_____.  A Paz dura pouco. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

_____.  A Flecha de Deus. Traduzido por Vera Queiroz da Costa e Silva. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

Angola

NASCIMENTO, Washington Santos. Das Ingombotas ao Bairro Operário: políticas metropolitanas, trânsitos e memórias no espaço urbano luandense. (Angola, 1940-1960). Revista Locus. 2015.

NASCIMENTO, Washington Santos. Homens e mulheres do mato em uma cidade segregada (Luanda, 1940-1960). (No prelo)

NASCIMENTO, Washington Santos. Entre assimilados e mulheres/homens do mato: a busca pelo sujeito nacional em Luandino Vieira. (no prelo).

CHAVES, Rita.  José Luandino Vieira: o verbo em liberdade In: CHAVES, Rita. A formação do romance angolano: entre intenções e gestos. São Paulo: Gráfica Bartira, 1999

VIEIRA, José Luandino. A fronteira do asfalto In: VIEIRA, José Luandino. A cidade e a infância. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. 136 p.

VIEIRA, José Luandino. Vavó Xixi e seu neto Zeca Santos e Estória da galinha e do ovo In: VIEIRA, José Luandino. Luuanda. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. 136 p.

VIEIRA, José Luandino.  A vida verdadeira de Domingos Xavier. São Paulo: Ática, 1977.


BIBLIOGRAFIA


Obras literárias

ACHEBE, Chinua. O Mundo se despedaça. Traduzido por Vera Queiroz da Costa e Silva. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
_____.  A Paz dura pouco. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

_____.  A Flecha de Deus. Traduzido por Vera Queiroz da Costa e Silva. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
VIEIRA, José Luandino. A cidade e a infância. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

_____.  Luuanda. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. 136 p.

_____.  A vida verdadeira de Domingos Xavier. São Paulo: Ática, 1977.


Artigos, livros...

ACHEBE, Chinua. A educação de uma criança sob o protetorado britânico. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

ALBUQUERQUE JÚNIOR,  Durval Muniz de.  História: a arte de inventar o passado. Bauru: Edusc, 2007, p. 43-51.

BHABHA, Homi. O local da cultura. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1998.

CHAVES, Rita. A formação do romance angolano: entre intenções e gestos. São Paulo: Gráfica Bartira, 1999


FALOLA, Toyin.; HEATON, Matthew M. A History of Nigeria. London: Cambridge University Press, 2008.

LEITE, Ana Mafalda. Oralidades & escritas pós-coloniais: estudos sobre literaturas africanas. Rio de Janeiro: EDUERJ, 2012.

LIMA, Luiz Costa. História, ficção, literatura. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, 152-158. 

NASCIMENTO, Washington Santos. Das Ingombotas ao Bairro Operário: políticas metropolitanas, trânsitos e memórias no espaço urbano luandense. (Angola, 1940-1960). Revista Locus. 2015.

_____.  Homens e mulheres do mato em uma cidade segregada (Luanda, 1940-1960). (No prelo)

_____.  Entre assimilados e mulheres/homens do mato: a busca pelo sujeito nacional em Luandino Vieira. (no prelo).

NUNES, Alyxandra Gomes.  Things fali apart de Chinua Achebe como romance de fundação da literatura nigeriana em língua inglesa. Dissertação de Mestrado. Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Estudos da Linguagem,  2005.

REIS, Eliane Lourenço de Lima. Pós-colonialismo, identidade e mestiçagem cultural: a literatura de Wole Soyinca. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1999.

SANTIAGO, Silviano. Uma literatura nos trópicos. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.

SECCO, Carmem Tindó; SALGADO, Maria Teresa; JORGE, Silvio Renato (Org.). África, Escritas Literárias. Rio de Janeiro: Editora UFRJ; Angola: Editora UEA, 2010.

 




Eletiva: Pan-africanismo, negritude e intelectuais africanos.

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA – IFCH
DISCIPLINA: PAN-AFRICANISMO, NEGRITUDE E INTELECTUAIS AFRICANOS.
PROF. WASHINGTON SANTOS NASCIMENTO
Email: washingtonprof@gmail.com


I.                   EMENTA

Intelectuais e Pensamento Social africano. Tradição oral, memória e pensamento social. Culturas letradas: pan-Africanismo e negritude. Temas, textos e questões do pensamento social africano pós-colonial.

II.                OBJETIVOS
·         Fazer uma discussão sobre o processo de produção de conhecimento que parta do continente africano (ou de seus descendentes).
·         Teorizar sobre a África a partir de um olhar intravertido que se preocupe com temas e questões do continente e de seus habitantes.
·         Pensar o processo de libertação colonial e descolonização do conhecimento.


III.             PROGRAMA
* O programa pode sofrer algumas pequenas alterações até o início da disciplina.


Março

I – CIÊNCIAE TOTALITARISMO DO CONHECIMENTO.

MIGNOLO, W. Os esplendores e as misérias da “ciência”: colonialidade, geopolítica do conhecimento e pluri-versalidade epistêmica. In: SANTOS, Boaventura de S. Conhecimento prudente para uma vida decente. São Paulo: Cortês, 2006.


MENESES, Maria Paula Meneses.  Os sentidos da descolonização: uma análise a partir de Moçambique. OPSIS (Online), Catalão, v. 16, n. 1, jan./jun. 2016, p. 26-44.


II – TRADIÇÃO, MEMÓRIA, ORALIDADE E PENSAMENTO SOCIAL.

2.1 – A tradição oral e os griots

HAMPATÉ BÂ, A. A tradição viva. In: KI-ZERBO, J. (coord.) História Geral da África I. Metodologia e Pré-História da África. Brasília: UNESCO, 2010. (56 páginas)

NIANE, Djibril Tamsir. Sundjata, ou a epopéia mandinga. São Paulo: Ática, 1982.

NASCIMENTO, Washington Santos. Universo mítico-religioso Kimbundu e trânsitos culturais em Wanyenga Xito. (no prelo)



III - PENSAMENTO SOCIAL AFRICANO NAS CULTURAS LETRADAS: O PAN-AFRICANISMO E NEGRITUDE


3.1. Pan-africanismo: história e luta de libertação

HERNANDEZ, Leila Leite. O pan-africanismo In: HERNANDEZ, Leila leite. África na sala de aula: visita à história contemporânea. São Paulo, Selo Negro. 2010.

KODJO, Edem e CHANAIWA, David. “Pan-africanismo e libertação”. In História geral da África, volume VIII. A África desde 1935, editado por Ali A. Mazrui e Christophe Wondji. Brasília: UNESCO, 2010, p.895-924.

3.2.- Pan-Africanismo e dois dos principais nomes: Cheik Anta Diop e Leopold Senghor

BARRY, Boubacar. Escrevendo História na África depois da independência: o caso da Escola de Dakar. In BARRY, Boubacar. Senegâmbia: O Desafio da História Regional. RJ: Centro de Estudos Afro-Asiáticos/Universidade Cândido Mendes, 2.000, p.35-64

DIOP, Cheick M´Backé.  Cheick Anta Diop: o homem e sua obra. IN: DIOP, Babacar Mbaye & DIENG. Doudou (orgs). A Consciencia Histórica Africana. Lisboa/Luanda. Mulemba/Pedagogo,2012, pp. 87- 110

Apresentação de parte da monografía de Jorge Henrique Almeida – Concluinte do curso de História da UERJ.

DIOP, Cheikh Anta. Contribuciones culturales de África y sus perspectivas. IN: KOHN, Hans; SOKOLSKY, Wallace. El nacionalismo africano em el siglo XX. Buenos Aires: Editorial Paidos, 1968. p. 174-184.

SENGHOR, Léopold Sédar. O Contributo do homem negro. IN: SANCHES, Manuela Ribeiro. Malhas que os impérios tecem: textos anticoloniais, contextos póscoloniais. Lisboa: Edições 70, 2011. p. 73-92.


3.3 - Negritude: história

DOMINGUES, Petrônio José. “Movimento da negritude- uma breve reconstrução histórica”, in: África: Revista do Centro de Estudos Africanos. USP.

HARRIS, Joseph. “A África e a Diáspora Negra”, in: História Geral da África: África desde 1935, (cap.23) pp. 849-872.

KODJO, Edem; Chanaiwa, David. “Pan-Africanismo e Libertação”, in: História Geral da África: África desde 1935, (cap 25) pp. 897-924.

3.4 - Negritude: o negro e as questões identitárias.

FANON, Frantz. Introdução / A experiência vivida do negro / À guisa de conclusão. In: FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Tradução de Renato da Silveira. Salvador: EDUFBA, 2008.

MEMMI, Albert. O retrato do colonizado precedido pelo retrato do colonizador. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1977.

NASCIMENTO, Washington Santos. Políticas coloniais e nação nas memórias e discursos do ex-assimilado e escritor angolano Raul David In: NASCIMENTO, Washington Santos. Gentes do Mato: os "novos assimilados" em Luanda. Tese de Doutorado. Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013. (Texto adaptado).


IV – O PENSAMENTO SOCIAL AFRICANO NA ÁFRICA PÓS-COLONIAL

4.1. A descolonização do conhecimento

MUDIMBE, V.Y. A domesticação e o conflito das Memórias. IN: ___ A Ideia de Africa. Luanda/Lisboa, Pedago/Mulemba, 2012, ps141-198

HOUNTONDJI, Paulin. J. Conhecimento de África, conhecimento de africanos: duas perspectivas sobre estudos africanos. In: Revista Crítica de Ciências Sociais n.80, Março de 2008. Coimbra – Portugal.

BONG, Bwemba. A ruptura da consciencia histórica africana: o principal obstáculo para o renascimento africano: IN;DIOP, Babacar Mbaye & DIENG. Doudou (orgs). A Consciencia Histórica Africana. Lisboa/Luanda. Mulemba/Pedagogo,2012, pp.25-45

4.2. Pan-africanismo e negritude revistas: a crítica aos essencialismos e racialismo na África contemporânea

APPIAH, Kwame Anthony. “A invenção da África “ e “Ilusões de raça”. In: APPIAH, Kwame Anthony. Na Casa De Meu Pai. A África na Filosofia da Cultura. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.

AMSELLE, Jean-Loup. "Etnias e espaços: para uma antropologia topológica" In: AMSELLE, Jean-Loup e M'BOKOLO, Elikia (coord.), Pelos Meandros da Etnia. Etnias, Tribalismo e Estado em África, Luanda, Edições Mulemba, Edições Pedago, 2014, pp. 23-54.

MBEMBE, Achille. As formas africanas de auto-inscrição. Tradução de Patrícia Farias. In: Estudos Afro-Asiáticos. a.23, n.1. Rio de Janeiro: Centro de Estudos AfroAsiáticos; Universidade Cândido Mendes, 2001. p.171-209.


4.3. Afrocentricidade, feminismo/mulherismo: usos (e abusos ?) do pensamento africano na América Diaspórica.

ASANTE, Molefi Kete. Afrocentricidade: Notas Sobre Uma Posição Disciplinar. In: NASCIMENTO, Elisa Larkin. Afrocentricidade: Uma Abordagem Epistemológica Inovadora. São Paulo: Selo Negro Edições, 2009.

MAZANA, Ama. A afrocentricidade como um novo paradigma. In: NASCIMENTO, Elisa Larkin (Org.) Afrocentricidade: uma abordagem epistemológica inovadora. São Paulo: Selo Negro, 2009.

DOVE, Nah (1998), “African Womanism: An Afrocentric Theory”, Journal of Black Studies, vol. 28, No. 5, pp. 515-539. (Faremos uso de uma tradução livre feito para o Português).




IV. AVALIAÇÃO

·         Produção de um artigo científico (normas da ABNT) sobre um dos intelectuais discutidos na disciplina. Mínimo 15 e máximo 30 páginas. Duas datas de entrega (meio e fim do semestre). Correção e debate coletivo depois da primeira entrega.



V - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

APPIAH, Kwame Anthony. Na Casa De Meu Pai. A África na Filosofia da Cultura. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.

BARRY, Boubacar. Senegâmbia: o desafio de uma história regional. RJ: SEPHIS/CEAA, 2000, p.5-34 (30 paginas)

BERNAT, Isaac. O Griot, Sotingui Kouaté e a África In: BERNAT, Isaac. Encontros com o griot Sotingui Kouyaté. Rio de Janeiro: Pallas, 2013.

BONG, Bwemba. A ruptura da consciencia histórica africana: o principal obstáculo para o renascimento africano: IN;DIOP, Babacar Mbaye & DIENG. Doudou (orgs). A Consciencia Histórica Africana. Lisboa/Luanda. Mulemba/Pedagogo,2012, pp.25-45

DIOP, Cheick M´Backé.  Cheick Anta Diop: o homem e sua obra. IN: DIOP, Babacar Mbaye & DIENG. Doudou (orgs). A Consciencia Histórica Africana. Lisboa/Luanda. Mulemba/Pedagogo,2012, pp. 87- 110
DIOP, Cheikh Anta. Contribuciones culturales de África y sus perspectivas. IN: KOHN, Hans; SOKOLSKY, Wallace. El nacionalismo africano em el siglo XX. Buenos Aires: Editorial Paidos, 1968. p. 174-184.

DOMINGUES, Petrônio José. “Movimento da negritude- uma breve reconstrução histórica”, in: África: Revista do Centro de Estudos Africanos. USP.

FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Tradução de Renato da Silveira. Salvador: EDUFBA, 2008.

HAMPATÉ BÂ, A. A tradição viva. In: KI-ZERBO, J. (coord.) História Geral da África I. Metodologia e Pré-História da África. Brasília: UNESCO, 2010. (56 páginas)

HARRIS, Joseph. “A África e a Diáspora Negra”, in: História Geral da África: África desde 1935, (cap.23) pp. 849-872.

HERNANDEZ, Leila Leite. A itinerância das ideias e o pensamento social africano. Anos 90 (UFRGS. Impresso), v. 21, p. 195-225, 2014.

HERNANDEZ, Leila Leite. O pan-africanismo In: HERNANDEZ, Leila leite. África na sala de aula: visita à história contemporânea. São Paulo, Selo Negro.

HOUNTONDJI, Paulin j. (org). O antigo e o moderno - a produção do saber na África contemporânea. Mangualde; Luanda: Edições Pedago; Edições Mulemba, 2014.
_____.  Conhecimento de África, conhecimento de africanos: duas perspectivas sobre estudos africanos. In: Revista Crítica de Ciências Sociais n.80, Março de 2008. Coimbra – Portugal.

KODJO, Edem e CHANAIWA, David. “Pan-africanismo e libertação”. In História geral da África, volume VIII. A África desde 1935, editado por Ali A. Mazrui e Christophe Wondji. Brasília: UNESCO, 2010, p.895-924.

MBEMBE, Achille. As formas africanas de auto-inscrição. In: Estudos Afro-Asiáticos. a.23, n.1. Rio de Janeiro: Centro de Estudos AfroAsiáticos; Universidade Cândido Mendes, 2001. p.171-209.

MEMMI, Albert. O retrato do colonizado precedido pelo retrato do colonizador. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1977.

MUDIMBE, V.Y. A domesticação e o conflito das Memórias. IN: ___ A Ideia de Africa. Luanda/Lisboa, Pedago/Mulemba, 2012, ps141-198

NASCIMENTO, Washington Santos. Universo mítico-religioso Kimbundu e trânsitos culturais em Wanyenga Xito. (no prelo). 2015.

____. Gentes do Mato: os "novos assimilados" em Luanda. Tese de Doutorado. Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013. (Texto adaptado).
NIANE, Djibril Tamsir. Sundjata, ou a epopéia mandinga. São Paulo: Ática, 1982.

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